Quarta-feira, Outubro 01, 2003
Boa Noite!
Mais uma vez, encontro-me a escrever depois da meia-noite. De facto, infelizmente, hoje em dia, é impossível ter tempo para chegar perto do computador antes desta hora. Como disse que o Blog iria arrancar verdadeiramente hoje, aqui estou eu, cansada mas ansiosa por partilhar as minhas queixas.
Torna-se complicado encontrar uma ponta para pegar no assunto, sem desorientar o leitor, mas penso ser adequado, começar por um, ou talvez, o caso mais “bicudo” que o nosso Curso apresenta: o Prof. Doutor NUNO MANUEL PINTO OLIVEIRA, docente da Cadeira de Metodologia do Direito (1º ano) e de Direito das Obrigações (3º ano).
Acreditem que, mesmo começando por algo em concreto, tenho alguma dificuldade em iniciar o elenco de problemas que surgem, lado a lado, com este docente. Talvez elogiando, primeiramente, o seu extenso conhecimento e sabedoria, pois efectivamente o Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, é uma pessoa de grande valor intelectual e académico. Contudo, para alguém que ocupa um lugar importantíssimo numa universidade, o de professor, isso não basta. É necessário que possua também capacidades pedagógicas, é necessário que seja capaz de transmitir todo o seu vasto conhecimento aos alunos, sedentos de ensinamentos. E efectivamente isso não acontece…
O Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, limita-se a “despejar” conhecimentos nas suas aulas, numa velocidade exagerada, num tom monocórdico, incapaz de provocar o mínimo entusiasmo ou interesse pelas matérias, nunca fomentando a participação dos alunos e sorrindo, sarcasticamente quando algum “herói” se atreve a colocar uma dúvida, ciente das suas lacunas académicas. Isto é algo que eu considero, como muitos, extremamente negativo e preocupante num docente, na medida em que não motiva minimamente os alunos para as cadeiras em análise.
Mas como se tudo isto não bastasse, estamos perante um docente injusto, e nada equilibrado e razoável na elaboração e correcção das frequências/exames. Infelizmente, não podemos atribuir nenhuma qualidade ao docente, Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, pois este destaca-se por uma tal irrazoabilidade que, tendo em conta as suas aulas, não pode sequer falar-se de grande exigência da parte do professor.
- Como exemplo, o que dizer de uma cadeira que tem mais de 400 inscritos (por ano entram cerca de 150 alunos), dos quais cerca de 270 se inscrevem a exame na época de recurso, e dos quais cerca de 100 terão efectivamente feito exame, e à qual passam apenas 2???
- O que dizer se na pauta dessa época as notas se assemelhavam, se lidas seguidas, a um número de telefone gigante?? 1-2-5-2-4-2-1-3-4-5…….
- O que dizer se o exame em questão englobava matérias específicas de 3 cadeiras diferentes (Teoria Geral do Direito Civil, Direito Penal e Direito das Obrigações), era extremamente longo e teve de duração menos 30 minutos do tempo habitual???
Parece-me mais do que óbvio que, por mais que se queira imputar aos alunos falta de estudo, por mais que se queira imputar à cadeira um elevado grau de dificuldade, o problema aqui só pode ser o docente. Seja a sua forma de leccionar, seja a sua forma de elaborar exames ou seja a sua forma e critérios de correcção.
O que dizer quando sabemos que o docente foi chamado à Reitoria em Julho (após a época normal) e em Setembro (antes da afixação das pautas) e os resultados completamente vergonhosos e descabidos se mantêm???
Parece-me que, uma das formas, talvez até a única, de regular este tipo de situações extremamente prejudiciais e desmotivadoras para os alunos, seria a exigência da publicação/afixação de critérios de correcção para cada exame, no dia da realização do mesmo, do qual constassem extensivamente os pontos a apontar para cada questão ou problema colocado, bem como a sua respectiva cotação.
Talvez assim certos docentes, nomeadamente o Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, se inibissem um pouco de apresentar este tipo de pautas, cientes de que os alunos iriam até ao seu gabinete para rever e corrigir a sua própria prestação no exame, podendo basear-se em algo concreto para contestar a sua nota.
Talvez assim, quando fizéssemos um exame e o corrigíssemos com o docente no seu gabinete, não nos deparássemos mais com a célebre frase “Esta resposta está muito boa!” (com metade da cotação ao lado da pergunta!).
Será esta Justiça e este Direito que me pretendem ensinar, para eu pôr em prática na minha vida profissional futura?
QUID IURIS?
Mais uma vez, encontro-me a escrever depois da meia-noite. De facto, infelizmente, hoje em dia, é impossível ter tempo para chegar perto do computador antes desta hora. Como disse que o Blog iria arrancar verdadeiramente hoje, aqui estou eu, cansada mas ansiosa por partilhar as minhas queixas.
Torna-se complicado encontrar uma ponta para pegar no assunto, sem desorientar o leitor, mas penso ser adequado, começar por um, ou talvez, o caso mais “bicudo” que o nosso Curso apresenta: o Prof. Doutor NUNO MANUEL PINTO OLIVEIRA, docente da Cadeira de Metodologia do Direito (1º ano) e de Direito das Obrigações (3º ano).
Acreditem que, mesmo começando por algo em concreto, tenho alguma dificuldade em iniciar o elenco de problemas que surgem, lado a lado, com este docente. Talvez elogiando, primeiramente, o seu extenso conhecimento e sabedoria, pois efectivamente o Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, é uma pessoa de grande valor intelectual e académico. Contudo, para alguém que ocupa um lugar importantíssimo numa universidade, o de professor, isso não basta. É necessário que possua também capacidades pedagógicas, é necessário que seja capaz de transmitir todo o seu vasto conhecimento aos alunos, sedentos de ensinamentos. E efectivamente isso não acontece…
O Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, limita-se a “despejar” conhecimentos nas suas aulas, numa velocidade exagerada, num tom monocórdico, incapaz de provocar o mínimo entusiasmo ou interesse pelas matérias, nunca fomentando a participação dos alunos e sorrindo, sarcasticamente quando algum “herói” se atreve a colocar uma dúvida, ciente das suas lacunas académicas. Isto é algo que eu considero, como muitos, extremamente negativo e preocupante num docente, na medida em que não motiva minimamente os alunos para as cadeiras em análise.
Mas como se tudo isto não bastasse, estamos perante um docente injusto, e nada equilibrado e razoável na elaboração e correcção das frequências/exames. Infelizmente, não podemos atribuir nenhuma qualidade ao docente, Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, pois este destaca-se por uma tal irrazoabilidade que, tendo em conta as suas aulas, não pode sequer falar-se de grande exigência da parte do professor.
- Como exemplo, o que dizer de uma cadeira que tem mais de 400 inscritos (por ano entram cerca de 150 alunos), dos quais cerca de 270 se inscrevem a exame na época de recurso, e dos quais cerca de 100 terão efectivamente feito exame, e à qual passam apenas 2???
- O que dizer se na pauta dessa época as notas se assemelhavam, se lidas seguidas, a um número de telefone gigante?? 1-2-5-2-4-2-1-3-4-5…….
- O que dizer se o exame em questão englobava matérias específicas de 3 cadeiras diferentes (Teoria Geral do Direito Civil, Direito Penal e Direito das Obrigações), era extremamente longo e teve de duração menos 30 minutos do tempo habitual???
Parece-me mais do que óbvio que, por mais que se queira imputar aos alunos falta de estudo, por mais que se queira imputar à cadeira um elevado grau de dificuldade, o problema aqui só pode ser o docente. Seja a sua forma de leccionar, seja a sua forma de elaborar exames ou seja a sua forma e critérios de correcção.
O que dizer quando sabemos que o docente foi chamado à Reitoria em Julho (após a época normal) e em Setembro (antes da afixação das pautas) e os resultados completamente vergonhosos e descabidos se mantêm???
Parece-me que, uma das formas, talvez até a única, de regular este tipo de situações extremamente prejudiciais e desmotivadoras para os alunos, seria a exigência da publicação/afixação de critérios de correcção para cada exame, no dia da realização do mesmo, do qual constassem extensivamente os pontos a apontar para cada questão ou problema colocado, bem como a sua respectiva cotação.
Talvez assim certos docentes, nomeadamente o Prof. Doutor Nuno Manuel Pinto Oliveira, se inibissem um pouco de apresentar este tipo de pautas, cientes de que os alunos iriam até ao seu gabinete para rever e corrigir a sua própria prestação no exame, podendo basear-se em algo concreto para contestar a sua nota.
Talvez assim, quando fizéssemos um exame e o corrigíssemos com o docente no seu gabinete, não nos deparássemos mais com a célebre frase “Esta resposta está muito boa!” (com metade da cotação ao lado da pergunta!).
Será esta Justiça e este Direito que me pretendem ensinar, para eu pôr em prática na minha vida profissional futura?
QUID IURIS?
Terça-feira, Setembro 30, 2003
Bom Dia!
Resolvi hoje iniciar este Blog, que provavelmente não vai ter tantos leitores como isso, até porque aparentemente se debruça sobre um assunto que diz respeito a poucas pessoas, mas efectivamente remete para a reflexão de alguns assuntos que, julgo, dizem respeito a uma maioria da populaçãoo portuguesa.
Sou aluna do Curso de Direito da Universidade do Minho e, obviamente não me vou identificar, nem sequer mencionar o ano que frequento. Digo obviamente, pois no meu curso, quem fala, quem se queixa, pode ter "alguma dificuldade" em progredir no curso. E é exactamente por isso que resolvi criar este Blog, na expectativa de que outros como eu resolvam falar, ainda que anonimamente, e a curto ou médio prazo, sejamos um número suficiente que nos permitirá falar sem ter medo de retaliações. Sei que muitos estão descontentes, mas sei também que muitos têm medo (o que admito, é uma vergonha, para alunos do Curso de Direito, mas efectivamente temos de terminar o curso, e convém não complicar ainda mais as coisas!).
Como amanhã tenho aulas, e resolvi criar o Blog a altas horas da madrugada, colocarei pela primeira vez alguma informação concreta relativa as minhas queixas na terça-feira.
Por hoje é tudo.
E VIVA A PRAXE (bem feita, claro!)
A ALUNA****
Resolvi hoje iniciar este Blog, que provavelmente não vai ter tantos leitores como isso, até porque aparentemente se debruça sobre um assunto que diz respeito a poucas pessoas, mas efectivamente remete para a reflexão de alguns assuntos que, julgo, dizem respeito a uma maioria da populaçãoo portuguesa.
Sou aluna do Curso de Direito da Universidade do Minho e, obviamente não me vou identificar, nem sequer mencionar o ano que frequento. Digo obviamente, pois no meu curso, quem fala, quem se queixa, pode ter "alguma dificuldade" em progredir no curso. E é exactamente por isso que resolvi criar este Blog, na expectativa de que outros como eu resolvam falar, ainda que anonimamente, e a curto ou médio prazo, sejamos um número suficiente que nos permitirá falar sem ter medo de retaliações. Sei que muitos estão descontentes, mas sei também que muitos têm medo (o que admito, é uma vergonha, para alunos do Curso de Direito, mas efectivamente temos de terminar o curso, e convém não complicar ainda mais as coisas!).
Como amanhã tenho aulas, e resolvi criar o Blog a altas horas da madrugada, colocarei pela primeira vez alguma informação concreta relativa as minhas queixas na terça-feira.
Por hoje é tudo.
E VIVA A PRAXE (bem feita, claro!)
A ALUNA****